Estafa
O despertador já estava tocando há mais de meia hora quando ela finalmente acordou. Tivera uma péssima noite de sono, cheia de sonhos confusos e pesadelos. Levantou sentindo-se muito mais cansada do que quando fora dormir. Mesmo assim, correu para tomar banho e se vestir.
Não tomou o café da manhã, na tentativa diminuir o atraso. Seu esforço, contudo, não foi suficiente para evitar a bronca do chefe no escritório, que só não foi maior porque ele nitidamente amansou seu discurso ao perceber o abatimento da funcionária. Todos, aliás, notaram seu cansaço.
O trabalho, sempre desgastante e estressante, estava ainda mais pesado, muito por conta daquele péssimo início de dia. Sentia-se como um carro funcionando na reserva de combustível.
Veio a noite, terminando finalmente a longa jornada de trabalho. A mulher seguiu o caminho de volta para seu apartamento. Jogar-se na cama era a única coisa que desejava.
Quando chegou percebeu que, na pressa da manhã, esquecera-se de trancar a porta, que estava apenas fechada. Isso não a preocupou tanto. O condomínio era seguro e ela tinha bom relacionamento com quase todos os vizinhos do andar. Mesmo assim, achou prudente entrar no apartamento em alerta.
Entrou na sala, mas não acendeu nenhuma lâmpada. As luzes que vinham de fora, pelas janelas, evitavam a escuridão absoluta. Dali mesmo percebeu assustada que havia um vulto no seu quarto, deitado em sua cama. Foi silenciosamente até uma estante e pegou o revolver que ela mantinha escondido para emergências. Armada, caminhou vagarosamente até a porta do quarto.
Percebeu que o estranho não estava apenas deitado. Estava imóvel, talvez dormindo.
Chegando mais perto, veio a revelação: notou perplexa que aquele vulto não era de um estranho. Era ela mesma quem estava ali, deitada.
Morta.
O despertador já estava tocando há mais de meia hora quando ela finalmente acordou. Tivera uma péssima noite de sono, cheia de sonhos confusos e pesadelos. Levantou sentindo-se muito mais cansada do que quando fora dormir. Mesmo assim, correu para tomar banho e se vestir.
Não tomou o café da manhã, na tentativa diminuir o atraso. Seu esforço, contudo, não foi suficiente para evitar a bronca do chefe no escritório, que só não foi maior porque ele nitidamente amansou seu discurso ao perceber o abatimento da funcionária. Todos, aliás, notaram seu cansaço.
O trabalho, sempre desgastante e estressante, estava ainda mais pesado, muito por conta daquele péssimo início de dia. Sentia-se como um carro funcionando na reserva de combustível.
Veio a noite, terminando finalmente a longa jornada de trabalho. A mulher seguiu o caminho de volta para seu apartamento. Jogar-se na cama era a única coisa que desejava.
Quando chegou percebeu que, na pressa da manhã, esquecera-se de trancar a porta, que estava apenas fechada. Isso não a preocupou tanto. O condomínio era seguro e ela tinha bom relacionamento com quase todos os vizinhos do andar. Mesmo assim, achou prudente entrar no apartamento em alerta.
Entrou na sala, mas não acendeu nenhuma lâmpada. As luzes que vinham de fora, pelas janelas, evitavam a escuridão absoluta. Dali mesmo percebeu assustada que havia um vulto no seu quarto, deitado em sua cama. Foi silenciosamente até uma estante e pegou o revolver que ela mantinha escondido para emergências. Armada, caminhou vagarosamente até a porta do quarto.
Percebeu que o estranho não estava apenas deitado. Estava imóvel, talvez dormindo.
Chegando mais perto, veio a revelação: notou perplexa que aquele vulto não era de um estranho. Era ela mesma quem estava ali, deitada.
Morta.
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